A tristeza silenciosa e solitária. O que fazer?

July 11, 2018

 

 

Tenho encontrado com enorme frequência clientes que se queixam de uma tristeza profunda.

 

Mas até aí tudo bem, porque sentir tristeza faz parte de vários processos da vida, que nos fazem evoluir. Aliás, tenho percebido na prática clínica que a tristeza é um dos maiores aliados da evolução.

 

Afinal, é uma emoção que nos induz a profundas reflexões e, quando superamos a dor, damos lugar ao movimento, às decisões, às ações.


O que vem me chamando muito atenção é o quanto as pessoas têm sofrido de uma tristeza silenciosa e solitária. Não há espaço nas relações mais íntimas para se falar sobre a origem da tristeza. As pessoas têm se obrigado a fingir um estado de alegria, chegam a publicar máscaras de alegria, enquanto a dor as corroem por dentro. 


Deparo-me quase sempre com um padrão nos atendimentos.

 

Questiono:


"Com quem você tem falado sobre como se sente?" Os clientes em maioria dizem "Ninguém, estou muito sozinho". E então quando eu pergunto sobre a possibilidade de contar com as pessoas mais íntimas... "Eu não me sinto à vontade, o que eles vão pensar?"


Aí pergunto se tem falado com os pais... A resposta é "Eles já têm muitos problemas, não quero incomodá-los". 


Isso demonstra o quanto as pessoas se colocam em solidão por medo da imagem que transmitem aos outros. Isso porque muitas vezes ao sentir tristeza, você se julga fraco e tem vergonha. Aí fica sozinho mesmo. Triste pelos motivos reais e mais triste por não poder contar para ninguém sobre o assunto. Sofre em silêncio.


Claro que acabará por buscar soluções em consultórios de Psicólogos, Coaches, etc. Que bom que esses profissionais existem. Sim, eles podem ajudar, essencialmente se levarem o cliente a reconhecer que não tem problema sentir toda essa tristeza, que ele tem todos os recursos para sair dessa e que as pessoas que o amam estão disponíveis para dar o que mais precisa: carinho, atenção, um bom abraço, um lenço para as lágrimas... 


A família é nosso Porto Seguro. A verdade é que quando não confiamos na família, possivelmente estamos sistemicamente fora do lugar de pertencimento ou estamos excluindo algo/alguém. 


Às vezes julgamos que nossa dor é "grande demais", e não contamos aos nossos laços mais íntimos. Assim, estamos nos colocando como grandes demais. "Coitadinhos deles" por não poderem me ajudar. Quando fazemos isso, é porque os achamos mais fracos do que nós... e a solidão aumenta. Será mesmo que eles não dão conta? Os pais são grandes! Eles dão conta!


Outro fato bem comum no consultório são as SUPER PESSOAS que querem carregar a dor de todos: Mãe, Pai, Irmãos, Marido/Esposa, Amigos, Sócios, etc... então 90% da dor que sentem é pelos outros. 
Especialmente Mãe e Pai... nosso amor por eles é tão cego, como diz Bert Hellinger, que inconscientemente carregamos tristezas que não são nossas. O excesso é deles ou até de outros antes deles (antepassados). 


Perceba que isso tudo mostra que a tristeza NUNCA é solitária, pois são carregadas de muitas memórias sistêmicas de outras pessoas. E ainda... por mais silêncio que você faça sobre sua dor, acredite: esse silêncio é um grito desesperado nos ouvidos daqueles que lhe amam, porque ELES SABEM sim sobre sua tristeza e se esforçam muito para respeitarem esse seu teimoso silêncio. 


Quando você conseguir assumir uma postura humilde e perceber que você pode ficar triste sim, mas que pode devolver 90% do que não lhe pertence... Ufa! Tudo se ajeita antes do que você pensa... Você ganha um aconchego curador e, depois de algumas lágrimas, há espaço para novos sonhos e largas risadas! A vida lhe trará muitos presentes! Permita-se se surpreender!

 

 

Sheila Ortiz
Psicóloga, Master Coach

 

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